sexta-feira, 18 de agosto de 2017

areia

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Espraia-te, silêncio,
busca-me, entre as pedras,
pelos recantos redondos da areia,
mas não vás por mim à beira-mar.

Sabes, silêncio?

As ondas rebatem,
soltam-se e saltam
e, quando não esperamos,
ribombam e trovejam - imitação
de fúria celeste.

Agora, silêncio,

agora é tempo de me embalares,
caminho furtivo,
busca do adormecer,
rusga poética
na dormência do sol-pôr.

(imagem: n/a)

1 comentário:

Boop disse...

É nesta altura do ano que mais gosto da praia.
Os mil vezes mil vezes mil grãos de areia, ainda mornos, são companhia segura para por os olhos no mar que começa a rebelar-se.
(este ano infelizmente pervertido pelo Verão que teima em não ir embora)