segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

K

Palíndromo

Rir, o breve verbo rir,
em tão pouco se apaga,
na versão diurna,
longe do sonho.
É nesse verbo,
na sua carne,
que desliza a voz,
em jeito trémulo,
fugaz.
Rir, o breve verbo rir,
aponta na justa medida,
no "stritu senso"
de uma alegria
que se quer.
Perdem-se no tempo
todas os jogos de guerra
que bordejam as almas.
Rir, o breve verbo rir,
ainda alenta
o marulhar da ternura,
o resto de paz
que se quer diário.

Rir, o breve verbo rir...

("Sempre que sorrires,
Deus dá-te a iluminação que precisares.
Nunca percas o verbo rir:
será teu companheiro 
nos caminhos que escolheres."
Fala de Agostinho de Hipona

a seu amigo Lucius)

(Fonte da imagem:
Vista do 
Panteão Nacional,
foto do autor
obtida com telemóvel)

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1 Comentários:

Blogger Daniel C.da Silva disse...

"ainda alenta
o marulhar da ternura,
o resto de paz
que se quer diário."

e está dito...

abraço

quarta-feira, 08 janeiro, 2014  

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"[...] Apesar de tudo o que se passa à nossa volta, sou optimista até ao fim. Não digo como Kant que o Bem sairá vitorioso no outro mundo. O Bem é uma vitória que se alcança todos os dias. Até pode ser que o Mal seja mais fraco do que imaginamos. À nossa frente está uma prova indelével: se a vitória não estivesse sempre do lado do Bem, como é que hordas de massas humanas teriam enfrentado monstros e insectos, desastres naturais, medo e egoísmo, para crescerem e se multiplicarem? Não teriam sido capazes de formar nações, de se excederem em criatividade e invenção, de conquistar o espaço e de declarar os direitos humanos. A verdade é que o Mal é muito mais barulhento e tumultuoso, e que o homem se lembra mais da dor do que do prazer."

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